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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Você sabia que exercícios fisicos sacia a fome?

A constatação veio de uma pesquisa experimental realizada pela Faculdade de Ciências Medicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), publicada na revista Plos Biology, periódico norte-americano considerado o melhor do mundo na área de Biologia.

O autor da pesquisa, explica que o estudo consistiu em alimentar ratos com uma dieta rica em gordura, o que levou á obesidade dos animais. ” Quando submetidos a exercícios, houve uma redução na ingestão de alimentos”. Os mesmos exercícios aplicados em ratos magros não resultaram em nenhuma alteração.

As pesquisas mostraram um outro lado dos exercícios fisicos que não havia sido esplorado até agora. ” Isso representa uma mudança de paradigma na fisiologia do exercício” .

De acordo com a pesquisa, o objetivo é fazer com que a pessoa com descontrole no seu habito alimentar frequente um programa de atividade fisica e volte a comer de forma equilibrada.

” Ela gastaria energia e adequaria a sua dieta comendo menos. Apesar dos experimentos serem em animais, algumas pesquisas demonstraram que sujeitos sedentários, com sobrepeso, quando engajados num programa de atividade fisica, têm alteração no padrão de alimentação” .

A obsidade é um problema de saúde pública mundial e está associada a doenças como a diabetes, o câncer e a hipertenção, entre outras, sendo o controle da ingestão alimentar, por supremacia, um aspecto central. ” Se as pessoas consomem mais energia do que gastam, ganham peso e isso cronicamente pode trazer repercussão negativa. E o hipotálamo é a principal estrutura do cérebro responsável pelo controle da ingestão alimentar e do gasto energético”.

sábado, 18 de junho de 2011

Para emagrecer, dieta é fundamental; para manter o peso, é atividade física
Ao G1, médico disse que as pessoas nasceram para ter determinado peso.
Alfredo Halpern também falou sobre a polêmica em torno da sibutramina.



Depois do programa desta quarta-feira (15), o endocrinologista e consultor Alfredo Halpern falou ao G1 sobre emagrecimento e por que perder peso é tão difícil. Segundo o médico, é possível comer de tudo, desde que com moderação e controle. Frituras e refrigerante, porém, devem ser evitados no dia a dia.

Halpern destacou que engordar é fácil e emagrecer é penoso, mas mais difícil ainda é permanecer no patamar ideal. Cada pessoa tem um ajuste próprio, ou seja, um peso mínimo que consegue alcançar. Essa conta é complexa e compreende o mínimo que um indivíduo consegue comer, o máximo que é capaz de fazer de atividade física, o que consegue acumular de gordura, o que queima, o que tem de hormônios e as influências da infância, entre outros fatores.

De acordo com o especialista, as pessoas nasceram para ter determinado peso e, depois de certo tempo, adquirem um peso considerado mínimo. Para chegar abaixo desse nível, são obrigadas a fazer um sacrifício grande.

O endocrinologista afirmou também que, para manter o peso, atividade física é básica. Já para emagrecer, a dieta é mais importante. Para ficar estável, porém, é preciso fazer exercício sistemático, pelo menos 3 vezes por semana, durante 30 minutos. Com a idade, o corpo tem mais dificuldade para emagrecer por causa da queda do metabolismo e da queima calórica.

Moderadores de apetite podem provocar depressão, ansiedade e estresse, da mesma forma que vários outros remédios (como a aspirina) têm efeitos colaterais, disse Halpern. Mas esse é um risco, e não o que acontece na maioria dos casos, acrescentou. Pessoas com depressão, ansiedade, problemas cardíacos, hipertensão arterial ou histórico de derrame cerebral são contraindicadas a tomar esses medicamentos. Mas proibi-los para todos, como estuda a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tiraria os benefícios de quem pode usá-los, afirmou o médico.

A sibutramina é um remédio que está no mercado há 14 anos e é amplamente utilizada, com uma boa experiência por parte de Halpern. Segundo ele, pesquisas envolvendo indivíduos com histórico de problemas cardíacos ou derrame e que usaram sibutramina indicaram um risco 16% maior de um novo acidente do cardiovascular. Mas esses pacientes não deveriam consumir os remédios.

Segundo Halpern, a sibutramina melhora os níveis de triglicérides, colesterol, circunferência da cintura, diabetes e peso. Para alguns, é o remédio ideal. Na opinião dele, é uma pena se o moderador de apetite for retirado de circulação, pois determinados pacientes precisam tomá-lo para o resto da vida, senão ganham peso novamente.

Indivíduos que não conseguem emagrecer de jeito nenhum podem apresentar algum problema no organismo, no centro que controla a fome, o gasto energético e a capacidade de queimar gordura. Para esses, é recomendado remédio ou cirurgia, na visão do médico.

Quem é obeso e diabético tem mais dificuldade para perder peso. E os medicamentos contra a doença também ajudam a engordar. Às vezes, uma adaptação nessas drogas já pode gerar resultados, concluiu Halpern.